terça-feira, 7 de junho de 2011

Sem amor eu nada sou

Quanto mais eu vivo, quanto mais experiente eu fico, mais eu acredito nas pessoas. Acredito naquele sourire* que me foi dado, naquele abraço meio que forçado e até mesmo naquele beijo roubado. Acredito na palavra dita, no gesto manifestado e ainda num acontecimento proliferado. Acredito em choses* banais, em amizades casuais, em amores que se perdem no temps* e no espaço, daqueles que nos deixam maravilhados, encantados e realizados com o mundo, com a vie* – vida essa que eu acredito que pode ser transformada em amour* – um amor puro, bem original*, que no contraste não traz consigo o ódio, mas sim a esperança, a éspoir* de que sem amor eu nada sou ... sou eu um nada sem amor?



* Em Francês:

Sourire* - Sorriso;
Choses* - Coisas;
Temps* - Tempo;
Vie* - Vida;
Amour* - Amor;
Original* - Original;
Éspoir* - Esperança.

Texto escrito em 2006, mas o pensamento continua super atual.

Bises =*

Thaise Naiana

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O problema da vontade

É imprescindível!
Para que possamos realizar algo - primeiramente - é preciso sentir vontade! É preciso querer! Le problème* é que eu não sei o que quero realizar; vontade, eu tenho! É estranho, a sensação é estranha. Imagine sentir uma imensa vontade de quelque chose* e nem saber do que se trata, ou fingir que não se sabe. Mas para que fingir? Vontade é para ser sentida, ser anunciada, manifestada... compartilhada! O difícil é fazer isso sozinha. Pois quem compartilha, precisa de outrem; mas a dúvida torna-se visível: "Sera* que a outra pessoa tem parte nessa vontade?" Bien*, vai saber! Eu só sei da minha. Vontade agoniada de sentir e de não compartilhar.



* Em Francês:

Le problème - O problema;
Quelque chose* - Qualque coisa;
Sera* - Será;
Bien* - Bom.



Bises =*

Thaise Naiana

domingo, 9 de janeiro de 2011

Mentira? Só se for branca!


Bien*, aproveitando que é Ano Novo ... onde a cor branca predomina, e que todos querem vestir-se de felicidade, paz, amor e saúde, venho falar de algo bem contrário aos prósperos votos: A Mentira! Mas a que me refiro é branca. Oui*... Mentira Branca! Deixe-me "clarear" as ideias ... Imagine que uma pessoa está querendo te ver, você também quer - talvez não com os mesmos interesses, mas quer - e aceita mesmo assim; então o encontro é marcado, a pessoa comparece toda confiante - achando que você compartilha dos mesmos desejos que ela - mas aí você abre o jogo e fala a que veio, a pessoa fica chateada e diz que você mentiu para ela ... enganou-a! Mas não foi - bem - isso ... você apenas usou a mentira branca, c'est vrai* que você não queria vê-la do mesmo jeito que ela queria te ver, mas é verdade também que você queria tanto esse encontro que teve que concordar com o que fora posto ... mesmo sabendo que poderia ser interpretado mal. Quando não deveria, pois as suas intenções foram as melhores: Você simplesmente queria ver a outra pessoa! Espero que a outra pessoa tenha entendido assim também! Pois a Mensonge Blanche* é algo sem intenção de machucar, diferente da "verdadeira mentira".


"Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira".
(Renato Russo)


* Em Francês:

Bien* - Bem;
Oui* - Sim;
C'est vrai* - É verdade;
Mensonge Blanche* - Mentira Branca.



Bises =*

Thaise Naiana

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Trident de Hortelã


"Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure".

Vinícius de Moraes


Existe verdade maior que essa? Je pense que non* ... E, com certeza, Vinícius não iria  comprometer-se tanto se assim não fosse. Pois é, a vida é assim mesmo: algumas coisas duram uma eternidade e, por vezes, nem significam tanto quanto duraram; enquanto outras passam feito um TGV* (Train à Grande Vitesse), tão rápido que a gente nem sente, mas que têm um valor intensamente forte, algo do tipo inestimável. Mas eu não sei mentir, e minto quando digo que é tão rápido que a gente nem sente, até porque soaria como um paradoxo, pois se algo chegou a ser inestimável é lógico que existiu sentimento. Existiu? Huum ... sem mentiras, Naiana! - É lógico que existe, no presente do indicativo - seja do português ou do francês - algum sentimento, será Passion*? Je ne sais pas*, mas que marcou, aaah isso eu sei, marcou! E muiiito (adorava escutar isso)!!! Sentirei saudades ... de tudo! De uma palavra dita de maneira singular (repito: muiiito), de um sorriso sincero, de um olhar envolvente, de uma noite mal dormida e beeem aproveitada, dos yakults de tutti-frutti com pipos* de pizza - ou de bacon mesmo, das viagens de ônibus, do pagode que eu passei a apreciar, das chatices recíprocas, do cheiro do outro no ar - só de se imaginar, de um simples Trident de Hortelã - aaaah o começo, tudo no começo é muito bom ... mas dessa vez não foi só ele que foi bom: O início foi diferente, ímpar, memorável; o desenrolar foi simplesmente P-E-R-F-E-I-T-O, não me arrependo de nada; e o fim ... bom, não posso ser hipócrita ao ponto de dizer que o fim foi ótimo - não, não foi - afinal, quando algo de muito bom acaba é triste. Imagine: Você está comendo o seu chocolate preferido e, sem avisar, ele acaba - é muito trágico. Da mesma forma é numa relação ... seja esta formal ou informal, é estranho. Mas quando a gente sabe que a qualquer momento pode acontecer dói menos, porém não deixa de doer. Mas como eu já disse aqui que a dor é inevitável e o sofrimento é opcional, para que sofrer? E disse também que nem farmacêutico cura, comprovadíssimo, não cura - mas ajuda a viver. Então é isso, foi infinito enquanto durou. Para marcar mais ... só se feita fosse uma tatoo, e essa eu ainda vou ver.

"Amanhã vai ser melhor do que hoje. É a vida, pode escrever".
(Sorriso Maroto) 


* Em Francês:

Je pense que non* - Eu penso que não;
TGV* (Train à Grande Vitesse) - VLT (Veículo Leve sobre Trilhos);
Passion* - Paixão;
Je ne sais pas* - Eu não sei;



Bises =*

Thaise Naiana

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

É como o vento: passa!


Sabe quando você acorda com desejo de "outros ares"?! Com vontade de pensar, agir e viver diferente do que se tem feito? Pois é, hoje eu acordei de cette façon*, com vontade de viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas - quem sabe até un amour* - conhecer outros hábitos, costumes que não os meus, tuuudo diferente, longe dessa realidade a qual encontro-me enquadrada.

Deparar-me com vontades de conhecer o novo é rotina, adoooooro (como diz minha linda sobrinha Giovanna Sophia) me envolver com o misterioso, com o que eu não experimentei ainda e vejo que isso é que tem dado um gosto adocicado à minha vida. Mon Dieu*tudo é tão passageiro... para que se estressar? Hoje, numa conversa entre amigas, escutei: "A gente só sofre até o determinado momento que a gente quer". E é verdade! Numa das várias palestras que já assisti de Padre Fábio de Melo - que indiretamente tem me ajudado bastante a pensar além - ele disse: "A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional". Se sabemos que tudo passa, tudo mesmo, para que tanta lamentação? Eu sei, por vezes é beem difícil controlar esse sentimento, um exemplo é quando estamos sofrendo por amor - não é que existe mesmo uma dor? - E imagino que uma das piores, pois não tem um remédio, não tem médico nem farmacêutico que cure essa dor - só se for de outro jeito, ficando no lugar da pessoa que está causando tal desconforto =) Mas, mesmo sendo complicado, isso também passa! E é tão bom quando passa, e o melhor de tudo é que no fim a gente ri e a vida continua ...

   

* Em Francês:

De cette façon* - Desta maneira;
Un amour* - Um amor;
Mon Dieu* - Meu Deus;




Bises =*

Thaise Naiana.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Le professeur*

"Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu".

(Djavan)


Ensinar é uma virtude, um dom! E quem está habilitado para tão importante e singular missão? Todos nós temos a capacidade de propagar quelque chose*, independentemente de estarmos, ou não, entre quatro paredes - digo: dentro de uma salle de classe*. A vida é composta de pequenos ensinamentos e na maioria dos momentos não podemos escolher nossos "professores". É verdade que na escola, num cursinho, na faculdade temos a oportunidade de conhecer "váaaros" mestres, mas é fato também que fora dos citados ambientes nos deparamos com "váaaras" personnes* que nos ajudam a crescer, talvez não seja um crescimento intelectual - como estamos habituados a entender o conceito de "aprendizagem" - mas um crescimento que nos faz aprender a querer aprender, e muitas vezes a repassar este querer.

Me referi à phrase* da música "Eu te devoro" (Djavan) porque é exatamente assim que as coisas acontecem em nossa vida: Sem o menor motivo pertinente algo de muito bom ou ruim (é beem relativo) acontece e nós simplesmente recebemos de braços abertos, e isso é I-N-E-V-I-T-Á-V-E-L.

O intuito maior da minha presença aqui, aujourd'hui*, é para parabenizar a todos aqueles que tentam transformar a vida de quelqu'un*. Un heureux jour du professeur*!!! Mesmo que acabando o dia, mas é de coração s2.

"Não se pode falar de educação sem amor".
(Paulo Freire)

* Em Francês:

Le Professeur* - O Professor;
Quelque chose* - Alguma coisa;
Salle de classe* - Sala de aula;
Personnes* - Pessoas;
Phrase* - Frase;
Aujourd'hui* - Hoje;
Quelqu'un - Alguém;
Un heureux jour du professeur - Um feliz dia do professor.

Bises =*

Thaise Naiana.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Apprivoise* sem medo

"Tem um pedaço do meu peito bem colado ao teu
  Alguma chave, algum segredo que me prende ao teu
  Um jeito perigoso de me conquistar
  Teu jeito tão gostoso de me abraçar".

(Amo noite e dia - Jorge e Mateus)

É impressionante como o ser humano encontra-se vulnerável ao "termo" criar laços (apprivoiser*), acho que pode ser algo considerado involuntário, digo porque para mim é - e não tem como fugir. Imagine: A pessoa chega, muitas vezes você nunca viu, sorri, começa a conversar - antes mesmo de se apresentar - envolve, conquista - de um jeito perigoso - cativa, e depois disso já é tarde, já existe um certo envolvimento. E é aí que está a chave da questão: Prosseguir, e deixar os laços criarem mais força; ou considerar o momento apenas um momento qualquer?
Bien*, eu aprendi que "nada acontece por acaso" - então por que deixar que esses acontecimentos saiam voando pela fenêtre*? La vie est belle*, é verdade! Mas além de bela, é curta! É preciso que o tempo seja - melhor - aproveitado, e não é tolice querer aproveitá-lo como se não fosse existir uma outra oportunidade!
Para que esperar!? Sei que "pode" ser perigoso, mas tudo tem seu risco. E é sabido que quando existe um risco é bem mais gostoso, bem mais desejado! Então, viva, aproveite, seja feliz, crie laços ... APPRIVOISE*!



Tente ser, nem que por um petit moment*, como O Pequeno Príncipe. Simplesmente E-N-C-A-N-T-A-D-O-R!



E lembre-se:
"On ne voit bien qu'avec le coeur. L'essentiel est invisible pour les yeux".*
(Antoine de Sanit-Éxupéry)



N.B.: Hoje me deu vontade de escrever =) E o trecho citado acima contribuiu para isso, e esse trecho me faz lembrar quelqu'un*, e esse alguém é o culpado pelo que aqui fica escrito. Obrigada pelos momentos únicos que tens me proporcionado =)
Ah, e não é por acaso que hoje é aniversário de minha amiga Camila! Desde então desejo tudo de bom a essa pessoa que sempre, em todos os momentos beeem aproveitados de minha vida, está ao meu lado! Tudo de melhor para você, Camila.


* Em francês:


Il faut apprivoiser - É preciso cativar;
Bien - Bom;
Fenêtre - Janela;
La vie est belle - A vida é bela;
Apprivoise - Cative;

Petit moment - Momentinho; 
On ne voit bien qu'avec le coeur. L'essentiel est invisible pour les yeux - Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos;
Quelqu'un - Alguém.


Beijo =*



Thaise Naiana.